domingo, 6 de setembro de 2009

a letter to misery

“Once upon a time, there was this little girl. She was different from all the other children, she was… a ghost. At least she felt like one. So she spent every single day alone, wondering why, staring at this big old mirror. She somehow knew that Misery was the cause and the solution for all her problems… so, one day, she wrote her a letter.”

Go away, once and for all. Stop consuming with your pain, stop drowning everything in your tears. Look at yourself. Find a mirror, just look right through it. What do you see?

Pain… Suffering… Tears… Blood.


You see sadness in your eyes. You see the face of misery. Why does it have to be like that, you wonder, hoping for a truthful answer. Look around. Start searching.


Why do I feel like this ?

You look at your face, you see tears. You look at your hands, you see blood.

Have you ever stopped to wonder how I feel? Yes, me. I’m the one you haunt every single day. You find me in the mirrors; you chase me in my dreams. And you make me feel terrible. So now I demand you to go. For good. Go away, get lost. We can’t live like this anymore…

“And so, Misery disappeared. Along with her, trapped inside that big old mirror, the little girl was finally lost. No one could ever find her, for she vanished forever. And know, besides feeling, the child finally knew what it was like to be a ghost.”

sábado, 15 de agosto de 2009

falling . for you .

Crise. Estou neste momento a meio de uma gigantesca crise mental, um emaranhado confuso de pensamentos e situações que me deixam num estado de loucos. Assusto-me porque tenho medo de não pensar direito, de me magoar, de tomar a decisão errada. Acima de tudo, medo do medo.

Não entendo a razão do amor, nem dos desamores. Não entendo a razão da vida. Muitas vezes, acho que funciona como uma pastilha elástica. Quando começamos a mascá-la, é doce e macia, mas de repente torna-se dura, sem sabor e pegajosa. Não nos conseguimos livrar dela se ficar colada a algum lado. O mesmo se passa com o amor, e a vida. Se se colam a nós, é o cabo dos trabalhos para nos livrarmos deles. Embora, (perdoem-me a ironia) duvide que alguém queira livrar-se da vida. A solução é a morte. E para o amor ? Para o amor, não há cura. Ou vivemos com ele, ou sem ele. Como seres desprovidos de alma e com coração de pedra.

Começo a achar que sofrer é parte integral da vida. Está lá sempre, e quanto mais penso no assunto, mais confusa fico. Mais dúvidas tenho. Quero estar contigo, quero amar-te, adorar-te; quero que me ames. Fico tonta, o meu coração deixa de bater ao mínimo sinal da tua ausência. E quando voltas, dispára como se fosse saltar do meu peito. O que é isto ? Amor ? Não. Não sei, e honestamente, não sei se quero pensar no assunto.

Cada vez mais me afogo neste mar de palavras, porque não consigo encontrar o modo adequado de me expressar, sem ser demasiado sentimental ou demasiado rude. Talvez assim seja mesmo melhor, porque algures entre esta confusão, encontras as mais sinceras formas que tenho para dizer que te amo, sem de facto recorrer a um uso intencional e despropositado da palavra.
E apesar de tudo continuo confusa.
(“You take the breath right out of me”.)